Usando o PGBL para reduzir o seu IR

Se você já declara Imposto de Renda há algum tempo, provavelmente já ter visto algum artigo ou uma dica em redes sociais sobre a Previdência Privada e como ela pode te ajudar a pagar menos Imposto de Renda.

Neste artigo você vai entender de uma vez por todas como isso funciona, e terá condições de saber se vale ou não a pena utilizar um plano de Previdência Privada para deduzir o valor a pagar de IR!

Os diferentes planos de previdência privada

A previdência privada nada mais é do que uma forma de complementar seus rendimentos após um determinado período de tempo. 

Quando falamos neste tipo de investimento, existem dois momentos distintos: a fase de acumulação, na qual se faz aportes, e o benefício, que é o momento do resgate dos valores investidos e usufruir dos ganhos. 

Dito isso, existem diferentes planos de previdência privada, mas nós já podemos adiantar que somente uma modalidade permite dedução do IR. Estamos falando do Plano Gerador de Benefício Livre (o famoso PGBL). A principal característica do PGBL é servir justamente como uma previdência complementar. 

Outro plano de previdência privada  muito comum é o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Essa modalidade funciona como um seguro pessoal.

Como funciona a tributação desses planos

Aqui vamos precisar fazer uma pausa para te explicar dois conceitos básicos. O primeiro deles é base de cálculo, que é tudo aquilo que será tributado pelo IR. Já o outro conceito é a alíquota, que é a fatia do montante apurado como base do cálculo e que será pago à Receita Federal. A alíquota do IR é variável, chegando até o máximo de 27,5% sobre o montante dos rendimentos tributáveis.

O PGBL permite uma dedução de 12% sobre a base de cálculo do Imposto de Renda durante a sua fase de acumulação. No entanto, no momento do resgate, incidirá Imposto de Renda tanto sobre o valor investido quanto sobre os seus juros.

Já no VGBL, não é permitida a dedução de IR, porém no momento de seu resgate somente o seu rendimento será tributado, com o principal ficando fora da base de cálculo do imposto. 

Além disso, pode-se escolher o modelo de alíquota neste investimento, utilizando a alíquota “normal” do IR ou alíquotas regressivas, que vão de 35% a 10% e diminuem de acordo com o tempo do investimento.

A dedução do PGBL

“Então eu posso fazer o PGBL por que ele sempre vai me permitir uma dedução no Imposto de Renda, certo?”

Infelizmente não é assim que funciona.

O PGBL só permite a dedução quando se utiliza o modelo completo da Declaração de IR e somente quando a pessoa é contribuinte da previdência oficial. E mesmo assim ainda há um detalhe extremamente importante para ser analisado.

Nós falamos ao longo deste artigo que o PGBL permite uma dedução de 12% sobre o total dos rendimentos tributáveis. Chegou a hora de te mostrar como isso funciona com um exemplo.

Imagine que você, ao longo de um determinado ano, teve rendimentos tributáveis na casa dos 150 mil reais. Seus aportes no plano de PGBL ao longo deste mesmo ano ficaram na casa dos 30 mil reais. Como o teto de dedução é de 12% da base de cálculo do IR, somente será possível abater 18 mil reais do total que foi investido em previdência privada.

Dessa forma, no nosso exemplo a base de cálculo do IR então passaria a ser de 132 mil reais (150-18). O detalhe é que todo esse investimento ainda será tributado quando chegar o momento de seu resgate. 

Percebeu como é importante sempre analisar caso a caso para saber se vale a pena fazer um PGBL se o intuito é reduzir o valor a pagar de IR? Acompanhe sempre nosso Portal para ter acesso a informações envolvendo o Imposto de Renda.

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